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ESPECIAL SEMANA DA MULHER – ANTICONCEPÇÃO

Os métodos anticoncepcionais hormonais surgiram na década de 60, trazendo uma revolução sexual para as mulheres, que até então tratavam o sexo apenas como meio de reprodução. São compostos por esteróides sexuais sintéticos semelhantes (mas não idênticos) ao Estradiol e à Progesterona, que impedem a ovulação através da inibição do FSH e LH (hormônios hipofisários). Como o estímulo do endométrio uterino permanece, a menstruação acontece, exceto nas pílulas compostas exclusivamente por Progestinas (semelhantes à Progesterona). Inicialmente eram constituídos por doses hormonais altas e aos poucos foram surgindo novas gerações de pílulas e outras vias de administração (DIU Hormonal, adesivos, anel vaginal, injetáveis), com doses mais baixas.

Atualmente, os métodos hormonais são indicados para inúmeras finalidades além da contracepção, como tratamento de sangramento disfuncional ou miomas, cólicas, endometriose, ovários policísticos, acne ou simplesmente para a comodidade de mulheres que não querem menstruar. Entretanto, ao utilizar os anticoncepcionais, estamos tratando apenas os sintomas, sem nos aprofundarmos nas causas, além de inibir nossa fisiologia hormonal, tão importante.

Outro problema também é o número crescente de efeitos indesejáveis em decorrência do uso prolongado destes hormônios.

A trombose venosa é uma das complicações mais conhecidas. Em estudo britânico publicado em 2015, encontrou-se aumento do risco para trombose venosa profunda 4x maior em mulheres utilizando pílulas mais modernas e quase 2x maior para pílulas mais antigas.

O uso corrente de contraceptivos hormonais também está ligado a um aumento do risco de câncer de mama, e segundo pesquisadores, o risco parece normalizar após 5 a 10 anos da interrupção do método.

Outras COMPLICAÇÕES frequentemente associadas são: varizes, distúrbios do colesterol, alterações hepáticas, resistência insulínica e diabetes, nódulos de mamas, disruptor endócrino de glândulas como a tireóide, depressão, disfunção sexual feminina, redução da massa muscular, celulite, sintomas de pele e cabelo.
Para quem não quer correr riscos de uma gravidez indesejada ou acha complicado o método da tabelinha, existem métodos contraceptivos não hormonais seguros e eficazes. A camisinha masculina ou feminina tem a vantagem de proteger também contra as doenças sexualmente transmissíveis. Já o DIU de cobre tem o benefício de permanecer no útero por até 10 anos.

Avaliar junto ao médico ginecologista vantagens, riscos, indicações e efeitos colaterais na hora de escolher a forma de anticoncepção é fundamental. Nos casos em que os métodos hormonais são necessários para tratar determinadas condições clínicas, é importante lembrar que pílulas são medicamentos, portanto devem ser usadas pelo menor tempo possível para evitar maiores danos à saúde.