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RÓTULOS: VOCÊ CONSEGUE COMPREENDER?

Estudos de prevalência da Obesidade apontam para um índice de mais de 50% da população brasileira com IMC (Índice de Massa Corporal) maior ou igual a 25, ou seja, obesos ou com sobrepeso. O excesso de peso aumenta com a idade, mas existe uma grande parcela de crianças e adolescentes obesos, com isso, o índice de doenças como o Diabetes, Hipertensão, Câncer e Doenças Cardiovasculares tende a subir. Estes índices estão associados principalmente à má alimentação, rica em carboidratos refinados, açúcares, gorduras hidrogenadas e tantas outras substâncias nocivas a nossa saúde.

Quem não gosta de uma boa massa? Conhece algum adolescente que não consuma fast food? E que criança não adora um salgadinho ou de um biscoito recheado?

Macarrão (instantâneo ou não), lasanha pronta, presuntos, hambúrgueres, catchup, salgadinhos, biscoitos, chocolates, achocolatados e outra infinidade de produtos alimentícios apresentam uma coisa em comum: o rótulo.

O rótulo é essencial para a comunicação entre produto e consumidor, por isso suas informações devem ser claras, para nos auxiliar na hora de escolher um determinado alimento. A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – é órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter. Entretanto, a maior parte das pessoas ainda não compreende adequadamente o significado das informações contidas na embalagem.

Woman checking food labelling in supermarket

Por isso, esperamos esclarecer as principais dúvidas, confira nossas 5 dicas:

1 – Ingredientes

Inicie a leitura do rótulo pelos ingredientes, pois eles demonstram quais as substâncias presentes no alimento e são listados em ordem decrescente de acordo com a quantidade, ou seja, o primeiro é sempre aquele que está em maior dose.

Fique atento a itens como presença de sal, açúcar, gordura ou óleos e seus adjetivos como cloreto de sódio, xarope de glicose e gordura vegetal hidrogenada, respectivamente. Ou outras substâncias químicas como espessantes, realçadores de sabor, conservantes ou edulcorantes, geralmente nocivos a nossa saúde.

Outro fator a ser observado diz respeito a produtos integrais. Pães, massas ou biscoitos que se dizem integrais e ricos em fibra devem conter alguma farinha ou cereal integral, porém, na maioria das vezes, o primeiro ingrediente é a farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, o que significa que maior parte do pão é feito com farinha branca refinada.

2 – Porção

É a quantidade do produto que deve ser consumida para que se mantenha uma alimentação saudável. Cada nutriente é calculado para a porção determinada e não para o peso total do produto.

3 – Valor energético

Corresponde a quantidade de energia produzida pelo corpo com o consumo do alimento.

A energia é medida na forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ) (1 kcal = 4,2 kJ).

O valor energético provém dos carboidratos, proteínas e gorduras.

4 – Porcentagem (VD) – Valor diário

Expressa a proporção de cada nutriente para a porção descrita do alimento com base numa dieta de 2000 calorias. Não deve ser levada em consideração a proporção para si, já que cada indivíduo apresenta necessidades nutricionais diferentes. Mas pode alertar sobre o alto teor de um nutriente naquele alimento. Por exemplo, um pão integral em que a porção de 2 fatias oferece 30% de fibras é melhor que outro que oferece apenas 10% para a mesma porção.

Ao contrário da fibra, um produto com alto VD para sódio, açúcar e gordura trans não é boa opção.

5 – Prazo de Validade

Os produtos devem apresentar pelo menos o dia e o mês quando o prazo de validade for inferior a três meses, ou o mês e o ano para produtos com prazo superior a três meses.

Para uma alimentação mais saudável dê preferência a produtos com baixo VD de gorduras trans, açúcares e sódio e alto VD de fibras alimentares.

As gorduras trans são encontradas na gordura vegetal hidrogenada, largamente utilizada pela indústria alimentícia, presente em alimentos como as margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, snacks (salgadinhos prontos), produtos de panificação, alimentos fritos e lanches salgados. Seu consumo excessivo é responsável por Dislipidemias, doenças cardiovasculares e processos inflamatórios.

Os açúcares, utilizados para dar sabor e textura aos alimentos, em excesso impactam nossa saúde, com índices de Obesidade e Diabetes cada vez maiores.

Quanto ao sódio, encontrado no sal de cozinha e alimentos industrializados (salgadinhos de

pacote, molhos prontos, embutidos, produtos enlatados ou em conserva), e utilizado na indústria como conservante para aumentar o tempo de prateleira, chega a ser consumido em dobro ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (recomendação de até 5g/dia).

O segredo é evitar produtos alimentares processados e optar por alimentos na sua forma natural como ovos, vegetais, frutas, tubérculos e sementes.